Tuesday, November 17, 2009

KHI - IV

Alceu lembrava que soubera da ameaça a Tégea no final do verão. Para o rei Ágis era a chance de recuperar-se das duas últimas incursões que abalaram sua liderança entre os guerreiros, duas derrotas, em Pilos, quando a guerra recomeçou, e Orcomeno. Tégea era agora sua nova chance. Ágis reuniu um exército de mais de quinze mil homens que marchavam agora contra Mantinéia que pretendia invadir o território da aliada espartana. Os soldados marchavam junto com Alceu acompanhando a margem esquerda do rio Sarandapotamos. Foi no décimo dia de marcha, ao ver-se ladeado por Alcmeon que o jovem guerreiro lembrou da noite do vinho.
Ele lembrou que terminou seu banho sem sentir-se em paz, clamava por Afrodite para que as têmporas parassem de latejar. Vestiu a túnica curta que usava, que cobria-lhe apenas o peito largo, ela terminava junto a sua nádega, rocando-lhe a pele de leve. Pegou então o cinto no qual estava presa a espada leve de hoplita que carregava, presente de seu pai, pendurou no ombro sem cingir-lhe a cintura, e calçou as sandálias de couro liso, mas com cravos de metal que brilhavam timidamente refletindo a lua. Alceu também lembrou que pensou várias vezes em não ir ao encontro de Alcmeon, contudo, quando se viu estava diante da tenda que o soldado ocupava. Ele lembra que exitou, mas como se advinhasse, Alcmeon saiu e sorrindo conviou-o para entrar.
Era uma tenda simples. Feno servindo de cama, coberta com uma túnica. A mesma túnica que o guerreiro usava ali fora. Ele estava nu dentro da tenda que tinha apenas um candeeiro de óleo de oliva queimando lentamente, a armadura jogada em outro ponto refletindo a luz dourada da chama e um coldre de vinho. Foi a primeira coisa que Alcmeon disse quando Alceu entrou.
- O vinho! Vamos ao vinho!
E agachou-se para pegar a bolsa de pele que continha o vinho. Alceu não conseguiu evitar, mas seus olhos se cravaram nas nádegas fortes do outro que ficaram expostas. Quando Alcmeon se levantou, acabou por perceber o que o outro ficara observando, mas não disse nada, somente convidou Alceu para sentar-se na cama com ele. E tomou um gole grande de vinho, passando o coldre para ele. Um tanto nervoso, ao levar o vinho a boca, um pouco derramou no seu rosto e pescoço. Alcmeon riu e falou:
- Esse vinho é muito bom, não pode ser desperdiçado assim.
E sem esperar nenhuma reação do jovem moreno, lambeu-lhe a bochecha em que uma barba rala já teimava em aparecer, uma barba rala e morena. Ele seguiu o vinho que escorrera para o pescoço e terminou na clavícula. E se levantou sorrindo. Alceu foi invadido por uma tempestade de sentimentos. Paralisado, ele não sabia o que fazer. Alcmeon no entanto parecia mais preparado. Tomou o vinho da mão do jovem e bebeu um gole grande, depois ofereceu ao outro que timidamente bebeu. Alcmeon dessa vez beijou a boca do jovem, e Alceu sentiu o gosto do vinho nos lábios e na lingua dele. O guerreiro então novamente colocou o vinho em seus lábios, novamente ofereceu também a Alceu, que desta vez tomou um gole maior. Notando isso, Alcmeon se ajoelhou diante do outro e derramou vinho sobre o peito, molhando os pêlos morenos do liquido rubro. Alceu repetiu o gesto do outro e sua língua logo tocava os pêlos e a pele agora com gosto de vinho de seu companheiro de pelotão. Alcmeon, enquanto isso, acariciava os cabelos longos do outro, até segurar-lhe com força e, avidamente, buscar sua boca vermelha.
- Quero você!
Alceu não respondeu, apenas permitiu o outro o beijasse. O que ele fez animadamente. Deitando seu corpo por cima do outro. As mãos de Alceu vasculharam a musculatura de Alcmeon facilmente, enquanto ele sentia a excitação do guerreiro a pressionar suas coxa. Alceu então abriu suas pernas, e deixou o músculo teso do guerreiro escorregar para dentro delas, apertando-o depois com suas coxas e arrancando um gemido dentro de sua boca. Puxando então o quadril de Alcmeon, Alceu fez com que ele iniciasse movimentos cadenceados entre suas coxas.
Neste momento, Alcmeon ergueu seu tronco, ergueu o bastante para pode retirar a túnica do outro e exibir-lhe o corpo nu. Alceu ajudou levantando os braços, porém logo depois abraçou novamente o corpo de Alcmeon. E logo começou a beijar-lhe o pescoço, e acabou escapando do peso que o segurava na cama e, aproveitando que ele estava de bruços, deitou sobre seu corpo bronzeado, mordendo a orelha do guerreiro e enfiando as unhas entre os pêlos do peito do guerreiro mais velho. Encaixado na nádega do outro, mordia-lhe o ombro, mas Alcmeon novamente procurou-lhe a boca e, escapando-lhe, deitou-se na cama e puxou o outro para cima de si, encaixando-o entre suas pernas e cravando suas mãos, como garras, nas nádegas douradas pelo sol. E entre dentes, falou:
- Eu quero você!
E com os dedos demonstrou exatamente o que ele queria dizer com aquilo, arrancando um gemido, muito mais de dor que de prazer, do jovem que o beijava o pescoço e mordia-lhe o ombro. Alceu sabia que era isso, provavelmente, o papel que o soldado exigiria dele, dado a diferença de idade dos dois, é o comum. Foi neste momento que Alcmeon, com certa pressa e violência, jogou o outro na cama e se colocou nas costas dele. Sua excitação fazia-lhe o corpo todo latejar e ele não esperou o outro permitir-lhe adentrar suas carnes. Em um movimento, se pôs todo dentro do jovem guerreiro, arrancando do outro um grito profundo e gutural.
Cadencialmente começou a mover-se. Com força, avançava, e Alceu fechava os olhos tentando aguentar, foi quando sentiu os dentes do outro cravarem-se nas suas costas e ele gritou. Alto.
- É assim que eu quero você. Grita vai! Falou Alcmeon entre gemidos e arfante. Alceu não respondem, mas os braços do outro o apertaram e um deles prendeu-lhe a garganta. Meio sufocado, Alceu tentou fugir, debatia-se.
- Você não pode fugir – disse Alcmeon visivelmente excitado – pode até tentar, mas agora tu és meu. Fala que és meu! Vai! - e agora gritando, autoritariamente – Vai!!
Sem ar, Alceu não conseguiu falar. Apenas tentava escapar do outro. Ele ouvia o barulho alto do quadril de Alcmeon espancando suas nádegas.
- Você é meu! Disse Alcmeon e avançando ainda com mais força para dentro dele, e explodindo num gemido alto. E rapidamente se levantando. Alceu esperou algo mais, porém Alcmeon voltou ao vinho, bebeu mais alguns goles, e comentou, como se falasse para si mesmo.
- Achei que precisaria de mais vinho para convencer-te disto.

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